Bruxices

Ela desce ao submundo despindo-se.
A cada portal,uma peça deve ser deixada.
Partes do que ela prezava são abandonadas pouco a pouco mas a descida o exige.
E o mergulho traz a nudez completa,o despojamento total do ego.
Uma vez nua e morta,sua sombra lhe conta tudo que não podia ser ouvido antes.
Só assim,completa,poderá renascer.
Mais forte,
inteira,
Inanna.
Cris Do Tarot






As dádivas da deusa Hécate
in Hécate

Mirella Faur



O dia 13 de agosto era uma data importante no antigo calendário greco-romano, dedicada às celebrações das deusas Hécate e Diana, quando Lhes eram pedidas bênçãos de proteção para evitar as tempestades do verão europeu que prejudicassem as colheitas. Na tradição cristã comemora-se no dia 15 de agosto a Ascensão da Virgem Maria, festa sobreposta sobre as antigas festividades pagãs para apagar sua lembrança, mas com a mesma finalidade: pedir e receber proteção. Com o passar do tempo perdeu-se o seu real significado e origem e preservou-se apenas o medo incutido pela igreja cristã em relação ao nome e atuação de Hécate. Essa poderosa Deusa com múltiplos atributos foi considerada um ser maléfico, regente das sombras e fantasmas, que trazia tempestades, pesadelos, morte e destruição, exigindo dos seus adoradores sacrifícios lúgubres e ritos macabros. Para desmistificar as distorções patriarcais e cristãs e contribuir para a revelação das verdades milenares, segue um resumo dos aspectos, atributos e poderes da deusa Hécate.

Hécate Trivia ou Triformis era uma das mais antigas deusas da Grécia pré-helênica, cultuada originariamente na Trácia como representação arcaica da Deusa Tríplice, associada com a noite, lua negra, magia, profecias, cura e os mistérios da morte, renovação e nascimento. ”Senhora das encruzilhadas” - dos caminhos e da vida - e do mundo subterrâneo, Hécate é um arquétipo primordial do inconsciente pessoal e coletivo, que nos permite o acesso às camadas profundas da memória ancestral. É representada no plano humano pela xamã que se movimenta entre os mundos, pela vidente que olha para passado, presente e futuro e pela curadora que transpõe as pontes entre os reinos visíveis e invisíveis, em busca de segredos, soluções, visões e comunicações espirituais para a cura e regeneração dos seus semelhantes.

Filha dos Titãs estelares Astéria e Perseu, Hécate usa a tiara de estrelas que ilumina os escuros caminhos da noite, bem como a vastidão da escuridão interior. Neta de Nyx, deusa ancestral da noite, Hécate também é uma “Rainha da Noite” e tem o domínio do céu, da Terra e do mundo subterrâneo. “Senhora da magia” confere o conhecimento dos encantamentos, palavras de poder, poções, rituais e adivinhações àqueles que A cultuam, enquanto no aspecto de Antea, a “Guardiã dos sonhos e das visões”, tanto pode enviar visões proféticas, quanto alucinações e pesadelos se as brechas individuais permitirem.

Como Prytania, a “Rainha dos mortos”, Hécate é a condutora das almas e sua guardiã durante a passagem entre os mundos, mas Ela também rege os poderes de regeneração, sendo invocada no desencarne e nos nascimentos como Protyraia, para garantir proteção e segurança no parto, vida longa, saúde e boa sorte. Hécate Kourotrophos cuida das crianças durante a vida intra-uterina e no seu nascimento, assim como fazia sua antecessora egípcia, a parteira divina Heqet.

Possuidora de uma aura fosforescente que brilha na escuridão do mundo subterrâneo, Hécate Phosphoros é a guardiã do inconsciente e guia das almas na transição, enquanto as duas tochas de Hécate Propolos, apontadas para o céu e a terra, iluminam a busca da transformação espiritual e o renascimento, orientado por Soteira, a Salvadora. Como deusa lunar Hécate rege a face escura da Lua, Ártemis sendo associada com a lua nova e Selene com a lua cheia.

No ciclo das estações e das fases da vida feminina Hécate forma uma tríade divina juntamente com: Kore/Perséfone/Proserpina/Hebe - que presidem a primavera, fertilidade e juventude -, Deméter/Ceres/Hera – regentes da maturidade, gestação, parto e colheita - e o Seu aspecto Chtonia, deusa anciã, detentora de sabedoria, padroeira do inverno, da velhice e das profundezas da terra. Hécate Trivia e Trioditis, protetoras dos viajantes e guardiãs das encruzilhadas de três caminhos, recebiam dos Seus adeptos pedidos de proteção e oferendas chamadas “ceias de Hécate”.

Propylaia era reverenciada como guardiã das casas, portas, famílias e bens pelas mulheres, que oravam na frente do altar antes de sair de casa pedindo Sua benção. As imagens antigas colocadas nas encruzilhadas ou na porta das casas representavam Hécate Triformis ou Tricephalus como pilar ou estátua com três cabeças e seis braços que seguravam suas insígnias: tocha (ilumina o caminho), chave (abre os mistérios), corda (conduz as almas e reproduz o cordão umbilical do nascimento), foice (corta ilusões e medos).

Devido à Sua natureza multiforme e misteriosa e à ligação com os poderes femininos “escuros”, as interpretações patriarcais distorceram o simbolismo antigo desta deusa protetora das mulheres e enfatizaram Seus poderes destrutivos ligados à magia negra (com sacrifícios de animais pretos nas noites de lua negra) e aos ritos funerários. Na Idade Média, o cristianismo distorceu mais ainda seus atributos, transformando Hécate na “Rainha das bruxas”, responsável por atos de maldade, missas negras, desgraças, tempestades, mortes de animais, perda das colheitas e atos satânicos. Essas invenções tendenciosas levaram à perseguição, tortura e morte pela Inquisição de milhares de “protegidas de Hécate”, as curandeiras, parteiras e videntes, mulheres “suspeitas” de serem Suas seguidoras e animais a Ela associados (cachorros e gatos pretos, corujas).

No intuito de abolir qualquer resquício do Seu poder, Hécate foi caricaturizada pela tradição patriarcal como uma bruxa perigosa e hostil, à espreita nas encruzilhadas nas noites escuras, buscando e caçando almas perdidas e viajantes com sua matilha de cães pretos, levando-os para o escuro reino das sombras vampirizantes e castigando os homens com pesadelos e perda da virilidade. As imagens horrendas e chocantes são projeções dos medos inconscientes masculinos perante os poderes “escuros” da Deusa, padroeira da independência feminina, defensora contra as violências e opressões das mulheres e regente dos seus rituais de proteção, transformação e afirmação.

No atual renascimento das antigas tradições da Deusa compete aos círculos sagrados femininos resgatar as verdades milenares, descartando e desmascarando imagens e falsas lendas que apenas encobrem o medo patriarcal perante a força mágica e o poder ancestral feminino. Em função das nossas próprias memórias de repressão e dos medos impregnados no inconsciente coletivo, o contato com a Deusa Escura pode ser atemorizador por acessar a programação negativa que associa escuridão com mal, perigo, morte. Para resgatar as qualidades regeneradoras, fortalecedoras e curadoras de Hécate precisamos reconhecer que as imagens destorcidas não são reais, nem verdadeiras, que nos foram incutidas pela proibição de mergulhar no nosso inconsciente, descobrir e usar nosso verdadeiro poder.

A conexão com Hécate representa para nós um valioso meio para acessar a intuição e o conhecimento inato, desvendar e curar nossos processos psíquicos, aceitar a passagem inexorável do tempo e transmutar nossos medos perante o envelhecimento e a morte. Hécate nos ensina que o caminho que leva à visão sagrada e que inspira a renovação passa pela escuridão, o desapego e transmutação. Ela detém a chave que abre a porta dos mistérios e do lado oculto da psique; Sua tocha ilumina tanto as riquezas, quanto os terrores do inconsciente, que precisam ser reconhecidos e transmutados. Ela nos conduz pela escuridão e nos revela o caminho da renovação.


Porém, para receber Seus dons visionários, criativos ou proféticos precisamos mergulhar nas profundezas do nosso mundo interior, encarar o reflexo da Deusa Escura dentro de nós, honrando Seu poder e Lhe entregando a guarda do nosso inconsciente. Ao reconhecermos e integrarmos Sua presença em nós, Ela irá nos guiar nos processos psicológicos e espirituais e no eterno ciclo de morte e renovação. Porém, devemos sacrificar ou deixar morrer o velho, encarar e superar medos e limitações; somente assim poderemos flutuar sobre as escuras e revoltas águas dos nossos conflitos e lembranças dolorosas e emergir para o novo.






_________________________________________________________










A Carga da Deusa que Sangra




"Ouça minhas palavras, tu que buscas compreender os Mistérios que fazem a Mulher: pelo teu útero compartilho contigo minha essência de  Criadora. Sou feita de carne que verte sangue, sou a almofada aveludada onde pousa suavemente o ovo do Ser.

Dentro de mim há um Oceano de Sangue por onde navegam todas as mulheres que estão, estiveram, e ainda todas as que, no futuro, estarão no mundo.
Eu sangro nos inúmeros rios, fontes, lagos e mares deste planeta que é azul só na aparência; na essência, é vermelho. Vermelho, pois a água da Terra é meu sangue, que dôo com amor e respeito a todos.

Quando algum dia te perguntarem quem é a Deusa que veneras, respondas simplesmente; "Ela é água", que é só isso mesmo que sou: simplesmente água, que é Vida.

No meu Oceano de Sangue tudo o que respira foi concebido, e nele se irmanam todas as fêmeas que sangram.  É meu seu uivo  de dor, cada mancha nas vestes,  cada gemido de prazer .  Cada terror da morte na hora do parto é meu, como também é meu o grito de triunfo da Mãe ao parir.

Sou aquela que vive nos teus sonhos de amor, amamento teus filhos e nutro todas as tuas criações, quer sejam crianças, quer sejam poesias,  ideais ou sonhos. Minha é a Teia da Vida, feita de filamentos de sangue entrelaçados qual renda elaborada – trama e urdidura de presente, passado e futuro.

É minha a sabedoria que agora compartilho contigo: é um grande privilégio ser mulher, mas é um privilégio ainda maior saber ser mulher. E quando te sentires aprisionada por grilhões que não te pertencem, quando estiveres só ou desanimada, quando fores traída, humilhada, abandonada ou quando apenas te esqueceres de quem és, lembra que  sempre tens meu enorme poder, a cada fluxo.

Quando tua Lua de Sangue cintila em flores vermelhas, seja na Lua Clara ou Escura, deixes teu sangue correr pela Terra, uma vez mais, como quando a Mulher era sagrada, quando ela conhecia seu poder sem igual. E nessa noite mágica, me chames, e dances comigo, me conheças e fales de mim a outras mulheres que, como tu, estiverem prontas para despertar.

No rio de teu sangue sobre a Terra percebas que tu és a Doadora da Vida, a Mulher de hoje, que é a continuidade das ancestrais que sangraram e deram vida , riram e choraram, celebrando comigo a sabedoria dos ciclos. Sou tua Mãe, tua Avó e todas as que as antecederam, e tenho todos os rostos, poderes e Visões que elas mandam a ti.

Eu, que sou a Senhora da Lua, sangro gotas de luar sobre o mundo, assim como sangro novos universos em cada parto cósmico, explodindo
estrelas.

Sejas forte,
Sejas poderosa,
Sejas abençoada pelo poder de teu sangue.

Sintas a vida que pulsa em tuas entranhas, sintas o bater do meu coração em tuas veias.

Sangres comigo, filha, e compartilhes de meu poder que vivifica os tempos."

Mavesper Cy Ceridwen






SEGUNDA-FEIRA, 24 DE OUTUBRO DE 2011

O crânio na Bruxaria

"Ao longo da História a humanidade tratou e compreendeu 
a morte de modos diversos, da relação de maior intimidade
 (lavando seus mortos,preservando seus corpos, adorando 
seus ossos) até a total repulsa e negação (como é mais 
comum em nossos dias). Mas, a bruxaria e outras escolas
 mágicas sempre manteriam uma estreita afinidade
e respeito pela morte, pois representa para nós a passagem
 deste mundo de sonho para o Outro Mundo, onde habitam
 os Antigos e onde encontramos a verdadeira Sabedoria.
Os ossos, e em especial, o crânio é elemento muito comum
 e importante nos altares de bruxaria.













Nos diz Evan John Jones, em seu livroSacred mask, sacred dances:


"...a Estaca expressa o conceito da Deusa, do Deus Chifrudo e da 
Criança Chifruda. Quando a Taça é colocada no lado esquerdo da 
Estaca, simboliza a Deusa e os Mistérios Femininos .Colocada 
a faca no lado direito, representa o Velho Deus Chifrudo. Remova 
a faca e substitua-o pelo crânio e ossos cruzados. E aí torna-se
 o símbolo da total transformação no ciclo da morte e ressureição. 
Também significa a transformação do não iniciado em bruxo, que 
em efeito significa a morte de uma vida passada e o início de uma 
nova como seguidor da Velha Religião. Retire a caveira e os ossos 
e substitua-os pela foice e você tem o símbolo da morrente 
Criança Divina sobre a Cruz Tau do carvalho Kern, voluntariamente 
se sacrificando para os Velhos Deuses deixarem o Jovem Rei reinar".

Já para Gerald Gardner:

"... quando o Deus não estava presente, ele era representado por 
uma caveira e ossos cruzados. A morte e o que está além. 
A Sacerdotisa de pé com os braços cruzados representa a 
caveira com os ossos em cruz. Abre seus braços em posição 
de pentagrama, que significa regeneração".

Alex Sanders também devia saber muito bem disso.

Além do que já foi dito, o crânio é também o canal para o
 fortalecimento e contato com a "companhia oculta", ou seja,
um local onde o espírito de uma bruxa(o) morta(o) possa
 "habitar" quando chamado a aconselhar e inspirar o clã.
Para isso, existem ritos próprios em cada Tradição ou Escola de Mistérios."
(fonte: Casa Bruxal)





















DOMINGO, 5 DE FEVEREIRO DE 2012

Os Esbats









 Além dos oitos Sabbats, os povos celtas celebravam também
 os Esbats, ou seja,  as treze luas cheias ao longo do ano solar. 
A lua cheia foi venerada durante milênios por grupos de homens e 
mulheres, reunidos nos bosques, nas montanhas ou na 
beira da água, como a manifestação visível do princípio cósmico 
feminino, na  forma das deusas lunares ou da Vovó Lua. 

Com o advento das religiões patriarcais, houve uma divisão na vida
 religiosa familiar. Os homens passaram a reverenciar os deuses – 
solares e guerreiros -, enquanto que as mulheres continuavam se 
reunindo para celebrar a lua cheia e honrar a Grande Mãe. 

A cristianização forçada e, principalmente, as perseguições dos
 "caçadores de bruxas" durante os oito séculos de Inquisição, procuraram
 erradicar a "adoração pagã da Lua" e os Esbats foram considerados orgias
 de bruxas e manifestações do demônio.

A palavra Esbat deriva do verbo esbattre, em francês arcaico, significando 
"alegrar-se", pois essas celebrações não eram tão solenes como os Sabbats,
 proporcionando, além dos trabalhos mágicos, uma atmosfera jovial. 
Há também uma semelhança com a palavra "estrus" – o ciclo lunar de fertilidade -,
 reforçando a idéia da repetição mensal dessas comemorações.

Durante os Esbats, reverencia-se a força vital criativa, geradora e sustentadora 
do universo, manifestada como a Grande Mãe. A noite de lua cheia ou o 
plenilúnio, é o auge do poder da Deusa, sendo o momento adequado para
 rituais de cura e trabalhos mágicos. Usam-se altares – simples ou elaborados – 
com os símbolos da Deusa e acrescentam-se os elementos específicos da lunação.

 Além dos rituais, há cantos, danças, contam-se histórias e fazem-se meditações.
 No final, comemora-se repartindo pão ou bolo e bebendo-se vinho, suco ou chá,
 brindando à Lua e ofertando um pouco à natureza em sinal de gratidão à Mãe Terra. 
O pão sempre simbolizou o alimento tirado da terra, enquanto que o vinho 
favorecia a atmosfera de alegria e descontração.

Atualmente, os plenilúnios são comemorados não somente pelos grupos
 estruturados da Wicca (os covens), neo-pagã ou xamânica, mas também 
por grupos de mulheres ou pelos "solitários". A Deusa está cada vez mais 
presente na vida e na alma das mulheres, os raios prateados da Lua 
realçando suas múltiplas faces.

Na Antiga Tradição, nas reuniões praticadas por covens ou individualmente, 
o ponto máximo do Esbat é o ritual de "Puxar a Lua", ou seja, imantar uma 
sacerdotisa ou mulher com a energia da Deusa. O objetivo desse ritual é triplo:
 primeiro, procura-se a união com a Deusa para compreender melhor seus 
mistérios; segundo, busca-se imantar o espaço sagrado com a energia 
mágica da Deusa e, em terceiro lugar, objetiva-se o equilíbrio dos ritmos 
l
unares das mulheres e o aumento da fertilidade, física e mental. 
Para atrair a energia da Lua, usa-se o punhal ritualístico (átame) 
ou um bastão consagrado, direcionando-o para um cálice com água. 
Invoca-se a Deusa e expõe-se seu pedido ou, simplesmente,
 entra-se em contato com sua essência, deixando-a penetrar 
em todo seu ser. Fundir-se com a energia da Deusa é um ato 
de realização espiritual e jamais deve ser usado com fins egoístas,
 forjando mensagens ou avisos "recebidos" durante o ritual. 


Quando o propósito é sincero e o coração puro, a experiência é 
sublime e comovente. Após um tempo de interiorização e contemplação, 
tornam-se alguns goles da água "lunarizada" e despeja-se o resto sobre 
a terra, para "fertilizá-la". Como em outros rituais, os Esbats devem ser 
feitos após invocar-se os Guardiões das direções e os elementos 
correspondentes, criando-se o círculo mágico.

Além desse ritual tradicional e formal, pode-se celebrar o plenilúnio
 de forma mais complexa e criativa, usando-se os conhecimentos 
astrológicos da polaridade Sol-Lua. Durante a lua cheia, a Lua se 
encontra no signo oposto ao do Sol, estabelecendo-se, assim, 
um eixo de complementação. Em certos grupos mistos, trabalha-se 
a polaridade Sol-Lua reverenciando-se o casal divino, representado
 por deuses solares e deusas lunares, escolhidos conforme as
 características astrológicas e espirituais do mês.
Fonte: 'O Anuário da Grande Mãe', de Mirella Faur 


Calendário Lunar 2012
NovaCrescenteCheiaMinguante
-
01/01 03:16
09/01 04:31
16/01 06:09
23/01 04:41
31/01 01:11
07/02 18:55
14/02 14:05
21/02 19:36
29/02 22:23
08/03 06:41
14/03 22:26
22/03 11:38
30/03 16:42
06/04 16:20
13/04 07:51
21/04 04:20
29/04 06:59
06/05 00:36
12/05 18:48
20/05 20:48
28/05 17:17
04/06 08:13
11/06 07:43
19/06 12:03
27/06 00:32
03/07 15:53
10/07 22:49
19/07 01:25
26/07 05:57
02/08 00:29
09/08 15:56
17/08 12:56
24/08 10:55
31/08 10:59
08/09 10:16
15/09 23:12
22/09 16:42
30/09 00:20
08/10 04:35
15/10 09:04
22/10 00:33
29/10 16:51
06/11 21:37
13/11 19:09
20/11 11:33
28/11 11:47
06/12 12:33
13/12 05:43
20/12 02:20
28/12 07:23
-
 No horário de verão adicione 1 hora ao valor listado.
Fonte: Astronomia no Zênite

6 de janeiro_ DIA DE LA BEFANA






















"A Deusa Befana é uma Deusa Mãe Anciã que é celebrada na
 Décima Segunda Noite dos “Doze Dias Sagrados” – 
intervalo entre as celebrações antigas do solstício de 
Inverno (Sabbat Celta Yule) e a Epifania (Hemisfério Norte).

Nesse intervalo, as Mães antigas ensinavam à humanidade
 os segredos da agricultura e das artes domésticas: 
fiar, tecer, bordar, cuidar e educar as crianças, manter
 vivas as tradições ancestrais e os antigos ritos sagrados. 
Elas recebiam oferendas de pão, mel, leite e tranças
 de pão para substituir as oferendas feitas pelas mulheres 
com seu próprio cabelo, do qual se guardava uma parte
 para ser usada em curas ao longo do ano, sempre que necessário.

A deusa italiana e etrusca Befana era chamada de 
Marantega (Mãe antiga) e era celebrada no final
 dos Doze Dias, data que corresponde à atual festa 
cristã da Epifania. Na Sicília, sua memória permanece 
na figura e nos costumes de La Strega ou La Vecchia 
(bruxa, velha), a Anciã de outrora…


Befana originalmente é uma Deusa do Inverno, 
da Magia, da Noite, da Lua Minguante, da Sabedoria, 
do Destino… Ela usava sua vassoura para varrer
 as energias negativas que se acumulavam ao longo dos dias…

Ela tinha um bode no qual montava para presentear as 
casas dignas com doçura e carinho. Então era costume 
ouvir o som do sino que o Bode de Befana trazia no
 pescoço pelas ruas… Era sinal de que casa poderia ser 
ou não abençoada e todos aguardavam muito por isso. 
Era o respeito para com sua sabedoria, sua arte, sua história…

O costume antigo era de pendurar ervas nas portas para
 que ela abençoasse. Então se a erva permanecesse 
verde e brilhante após a passagem de Befana, a 
casa teria fartura, felicidade, prosperidade e fertilidade. 
Mas se a erva secasse, o frio seria longo e seria preciso 
meditar sobre os passos e as direções a serem seguidas.
 Não havia punição e sim um aviso de que não houve 
dedicação suficiente para com as coisas realmente importantes…

Então, hoje, reserve um tempo no seu dia, para agradecer
 as coisas boas e as coisas ruins porque absolutamente tudo 
é consequência natural dos nossos atos, ofereça um pão 
e um pouco de sidra à Terra, agradecendo tudo que você
 receber ao longo do ano…

Coloque água de chuva ou de gelo derretido numa vasilha e 
caminhe pela sua casa ou local de trabalho aspergindo a
 água pelos quatro cantos. Acenda um incenso de mirra, 
benjoim ou olíbano e faça uma prece de agradecimento…"





(fonte: Você sabe o que é Wicca ?)
















QUARTA-FEIRA, 5 DE OUTUBRO DE 2011


PARA O HEMISFÉRIO SUL É TEMPO 

DE CELEBRAR A PRIMAVERA COM BELTANE







BELTANE:
 É celebrado 31 de outubro no Hemisfério Sul e 01 de maio no Hemisfério Norte.
 Beltane, que pode ser traduzido literalmente como “Fogo de Bel”* e é a
celebração máxima do fogo.
Esta era a festa que celebrava o meio da Primavera e preparação para a
 chegada do Verão e consequentemente da fertilidade esperada para o próximo ano.
Neste Sabbat eram escolhidos um homem e uma mulher para representar a Senhora
 e o Senhor da Primavera, em alusão a Deusa e ao Deus. O gado e as pessoas
passavam pelo fogo para serem purificados, ao mesmo tempo que a fumaça
 assegurava a fertilidade e bênçãos.
Neste período o Deus atinge a força e a maturidade para se unir à Deusa e
juntos trazem calor, luz e germinação às sementes da terra que serão colhidas
 em Lammas.
É tempo de celebrar a vida em todas as formas. É o momento de dar boas-vindas
 ao Verão, momento de equilíbrio, no qual nos despedimos das chuvas e as colinas
 e vegetações atingem tons dourados.
A Deusa e o Deus, estão em plena vitalidade e amam-se com toda intensidade.
 É o momento da união entre os princípios masculino e feminino da criação, a união
dos meios e de todos os poderes que trazem a vida à todas as coisas.













Um dos símbolos mais conhecido associado a este Sabbat é o Mastro de Beltane,
que representa o falo do Deus. Ele sempre é ornado com uma fitas e uma coroa
de flores, que representa o ventre da Deusa. As fitas multicoloridas são entrelaçadas
pelos participantes, umas nas outras, até que todo o mastro esteja
revestido por elas, representando a união da Deusa e do Deus.
Outra das Tradições deste Sabbat é colher 9 gravetos de árvores diferentes e
enfeitá-los com lindas fitas e flores, queimando-o no fogo enquanto fazemos um
 pedido.
TEMA DO SABBAT:
Beltane é um tempo para celebrar a nova vida em todas suas formas.
 É o tempo quando a Deusa e Deus estão unidos em matrimônio sagrado
 e quando sua relação se consome. Este ato representa a fertilidade dos
 animais e as colheitas para o próximo ano. Você pode decorar seu altar com
uma tigela de flores
flutuantes ou velas flutuantes. Pétalas de flor podem ser espalhadas pelo chão.
Um ato ritual comum neste Sabbat é o Grande Rito. É o simbolismo da união entre
os princípios masculino e feminino da criação, a união das duas forças que trazem
vida a todas coisas. Este ritual geralmente é executado mergulhando um athame
 em um taça ou caldeirão pequeno com vinho.
* Bel é um antigo Deus celta do sol.

RITUAL DE BELTANE:
Material necessário:
1 guirlanda com folhagens e flores
8 velas verdes
taça do altar com vinho
Athame
Frutas de todas as cores
1 Pacote de Beltane, com nove galhos colhidos de lugares diferentes
álcool de cereais
PROCEDIMENTO: Coloque o taça ao meio do altar, circunde-o com as 8 velas verdes.
Enfeite o seu altar com as frutas, de forma que ele fique bem colorido e alegre.
Trace o seu círculo e então diga.
“Hoje chamamos a Deusa e o Deus para que fecundem toda a Terra e para que
os campos, gados, homens e mulheres sejam férteis”
Acenda as velas e ao acender cada uma diga:
“Com este fogo sagrado o Inverno se afasta e o Verão se aproxima”
Eleve a guirlanda, dizendo:
“Este é o Círculo sagrado do renascimento o símbolo da união que traz alegria à
Terra”
Coloque-a sobre o altar, de forma que o taça fique no meio do vão da guirlanda.
Acenda o seu caldeirão, enquanto diz:
“Neste caldeirão, brilha a chama de Bel,
O fogo da Primavera que chama o Verão.
Assim a Roda do Ano gira mais uma vez.
Este é o fogo de Beltane.
Que ele traga alegria e paz”
Coloque o seu pacote de Beltane no fogo do caldeirão, dizendo:
“Com estas 9 madeiras sagradas eu chamo o Verão para trazer felicidade à Terra
e riqueza ao mundo”
Pule o caldeirão, pedindo pela purificação e fazendo um pedido.
Segure suo cálice com a mão esquerda e o athame na mão direita. Eleve-os,
dizendo:
“Mãe e Pai eternamente representados aqui pelo taça e athame,
Eu uno o masculino e o feminino para que a Terra seja fertilizada.
Que a união da Deusa e do Deus possa sustentar a Terra”
Mergulhe a lâmina do athame no vinho.
Beba um pouco e faça uma libação em
homenagem aos Deuses. Coma uma fruta e
 faça seus pedidos mentalmente.
Dance e cante em honra à Deusa e ao Deus.
Destrace o Círculo.






Fonte:Wicca para todos_autor: Claudiney Prieto

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